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Por que o seu planejamento de marketing não inclui creators e podcasts?

  • Foto do escritor: Erica Hildebrandt
    Erica Hildebrandt
  • 29 de out. de 2025
  • 5 min de leitura

O marketing brasileiro está em um ponto de inflexão. Há um novo jogo em curso, onde a atenção é a moeda mais rara e mais disputada.


Enquanto muitas marcas ainda investem a maior parte de seus orçamentos nos canais que dominaram a última década, o público já se moveu. O que funcionava antes, o comercial de 30 segundos, a interrupção massiva, hoje é ignorado.


E é aqui que reside o gap estratégico: se a sua empresa não estiver ativamente presente nos feeds de creators e nas playlists de podcasts, é provável que você esteja apenas falando para si mesmo. O planejamento de 2025 que ignora a Economia Criativa não é conservador; ele é incompleto.


Esta é uma análise sobre a inevitável transição do consumo de mídia e como sua marca pode não apenas acompanhar, mas liderar a próxima fase do engajamento.


imagem com ring light de uma mulher creator gerando conteúdo para marcas

Links rápidos:


Os Números que Ninguém Pode Ignorar

Creators: a nova geração de influência



Os Números Que Ninguém Pode Ignorar


A fragmentação da mídia não é uma tendência, é a realidade. A exclusividade da TV aberta acabou, e o público se fragmentou, buscando conteúdo em vários formatos e telas. A atenção migrou, e a curva de audiência mostra o quanto essa mudança é irreversível.


  • YouTube vs. TV Aberta: Em um ano histórico, o YouTube se consolidou como um rival direto da mídia tradicional. Dados de 2024 mostraram que a plataforma de vídeos alcançou mais de 75 milhões de pessoas, um volume de público que, em certas métricas e faixas etárias, o coloca à frente da TV aberta na preferência dos brasileiros.


  • Streaming em Ascensão: A migração é clara. As plataformas de streaming alcançaram a marca histórica de 20,1% da audiência total do país em dezembro de 2024. Este índice consolida o vídeo on-demand como um pilar de consumo, liderado pelo YouTube e Netflix.


  • Queda Constante: O modelo tradicional não sangra apenas audiência, mas relevância. A audiência das principais emissoras da TV aberta vem em um declínio constante desde 2020, com perdas significativas de pontos no Ibope. Isso reforça que o consumo de mídia está em transição para novos formatos e plataformas.

Ignorar esses dados não é cautela, é cegueira estratégica. O custo da inércia é a perda da relevância em um mercado que se move na velocidade do feed.


A explosão dos podcasts

Se o vídeo conquistou a sala, o áudio dominou a rotina. Os podcasts vivem um momento único no Brasil: o país já soma mais de 30 milhões de ouvintes, colocando-o entre os líderes mundiais no consumo do formato. Este não é um formato de nicho, mas um hábito que se integra à vida das pessoas.


O formato se estabeleceu como a mídia da atenção plena. Ele acompanha o público no carro, na academia, ou durante as tarefas domésticas. Em vez de interromper o entretenimento, os podcasts criam uma conversa na qual as marcas podem participar de forma natural e relevante.

O resultado é uma conexão mais profunda e autêntica. Não se trata apenas de mídia, mas de presença constante na jornada do consumidor.


Creators: a nova geração de influência


Creators conquistaram o que poucos veículos tradicionais conseguem: comunidades que confiam de verdade em suas recomendações. Não é apenas sobre alcance, mas sobre conexão real.


A figura do creator moderno é a personificação da autenticidade. Eles são o novo canal de mídia, produzindo conteúdo de alta relevância com uma linguagem nativa que seu público realmente entende. O investimento se move para cá porque o impacto é direto e a segmentação é inerente.


Enquanto um comercial de TV dispara mensagens esperando por atenção, um creator fala com quem já se importa com a pauta. É segmentação genuína, eficiente e profundamente humana. O público não quer anúncios, quer pessoas em quem confia, que indicam algo porque acreditam de fato naquilo.


O desafio para as marcas não é mais encontrar um público grande, mas encontrar o público certo e construir uma parceria baseada em confiança.


Três razões para agir agora


Com a mudança no cenário da mídia já estabelecida, a ação não é opcional, é imperativa. Aqui estão os pilares que sustentam a decisão de mudar o budget do seu marketing para a Economia Criativa:


1. Autenticidade Vence Interrupção


O público cansou da propaganda tradicional. Quando creators e podcasters trabalham com marcas alinhadas aos seus valores, o resultado soa como uma recomendação genuína, não como uma venda forçada. A chave é a liberdade criativa e o alinhamento de valores que gera aceitação e confiança imediata.


2. Segmentação Precisa, Sem Desperdício


Diferente dos veículos de massa, aqui você escolhe quem fala com o seu público-alvo exato. Se você vende equipamentos de ciclismo, por exemplo, faz muito mais sentido estar com um creator de nicho do que pagar por alcance genérico. O ROI se torna mais claro porque o público é pré-qualificado.


3. Métricas Que Importam


Com creators e podcasts, é possível rastrear engajamento real, conversões e até feedback direto da audiência. Muitos canais oferecem dados detalhados sobre demografia e comportamento, o que permite ajustes rápidos e precisos nas estratégias. O investimento deixa de ser uma aposta e se torna um ciclo de otimização contínua.


Por Onde Começar


A transição para o novo marketing exige mais do que apenas um novo budget; exige uma nova mentalidade. Comece pequeno. Esqueça a ideia de que essa estratégia é exclusiva para grandes marcas com orçamentos ilimitados.


O passo inicial é o mapeamento: identifique quem já fala sobre o seu segmento, acompanhe o conteúdo e entenda a linguagem da comunidade. Em seguida, comece a testar formatos diferentes: um episódio patrocinado, um product placement sutil ou uma cocriação.


O segredo do sucesso está em dar liberdade para quem realmente entende e lidera a própria comunidade. O custo de ficar de fora é alto, e recuperar essa atenção depois é um processo caro e demorado. O momento de agir é agora, mas a ação precisa ser estruturada.


A Solução é o Ecossistema: Conhecimento e Contratação Segura


A boa notícia é que você não precisa enfrentar essa transição sozinho. Para guiar você nessa jornada e garantir que seu planejamento de marketing para 2025 seja completo e eficaz, nós criamos o ecossistema que conecta estratégia e execução.


Aprenda a Estratégia, Conecte-se com a Solução:

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Fontes:

 
 
 

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